Um jogador europeu: o Estado Novo e a CEE, 1957-1974
15 | Junho | 2005
Nicolau Andresen-Leitão |
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Portugal negociou um acordo comercial com a CEE em 1972 e aderiu à organização em 1986. Menos conhecidas são as tentativas de negociar com a CEE acordos de associação em 1962 e em 1970. O factor decisivo que determinou uma activa política europeia do Estado Novo foi a intenção de garantir o desenvolvimento económico e, consequentemente, a paz social e a sobrevivência da ditadura. Durante o período estudado, e, na verdade, de 1945 em diante, nenhuma política alternativa à Europa foi apresentada. Em particular, a opção colonial foi, não uma política alternativa, mas sim uma política subjacente à europeia. O artigo argumenta igualmente que os governos autocráticos e coloniais de Salazar e Caetano, e os governos democráticos pós-25 de Abril, adoptaram políticas europeias semelhantes – a procura da futura adesão ao Mercado Comum. Conclui que a política de integração europeia de Portugal seria semelhante à dos outros membros da OECE, liderados pela Grã-Bretanha, que inicialmente rejeitaram os objectivos políticos da CEE mas que, por motivos económicos – e, no caso de Portugal, após 1974, também por motivos políticos –, se tornariam membros.
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